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ANO XVII – NÚMERO 19 – 2015

ANO XVII – NÚMERO 19 – 2015

EDITORIAL

Chegamos ao final de mais um ano e temos o prazer de lançar a revista número 19. A Revista Brasileira de Musicoterapia é uma publicação semestral, em versão online, da União Brasileira das Associações de Musicoterapia (UBAM), destinada à publicação científica de trabalhos originais relacionados à Musicoterapia e áreas afins. Os trabalhos aceitos podem ser de dois tipos: artigos e resenhas. No formato artigo estes podem ser estudos teóricos/ensaios, trabalhos baseados em pesquisa. A novidade é a categoria Trabalho de Conclusão de Curso (um por edição). Também está previsto em nossas publicações entrevistas com musicoterapeuta nacionais e internacionais.

Para este número 19, brindamos a comunidade com cinco trabalhos inéditos. O primeiro deles, “Construção e gestão do conhecimento no ensino superior de musicoterapia no Brasil”, de autoria de Michelle de Melo Ferreira discute o processo da construção e gestão do conhecimento na relação professor-aluno no processo de ensino-aprendizagem. Tem como objetivo apontar os caminhos facilitadores em prol da formação dos futuros musicoterapeutas. Trata-se de um estudo bibliográfico. Dentre as conclusões indicadas pela autora, uma delas afirma que conhecimento das diversas competências da profissão se dá pela inter-relação de um aluno com o outro e do professor com aluno durante o processo de ensino-aprendizagem.

O artigo “A experiência do uso da escala Individualized Music Therapy Assessment Profile (IMTAP) em pacientes com paralisia cerebral”, das autoras Allana G. M. Santana, Fabiane M. Shimoze e Clara Y. Ikuta, se propôs a analisar a aplicabilidade da escala Individualized Music Therapy Assessment Profile (IMTAP) em pacientes com Paralisia Cerebral, mas somente em quatro domínios de comportamento desta escala, a saber: motricidade ampla; musicalidade; Comunicação Receptiva / Percepção Auditiva; Cognitivo. Como resultado obtido, as autoras afirmam que a escala é aplicável em pacientes com paralisia cerebral sendo possível traçar o perfil do paciente e os objetivos musicoterapêuticos. Contudo, alguns subdomínios necessitam ser adaptados à esta população devido as suas condições.

O artigo “Atuação e perfil do musicoterapeuta organizacional”, escrito pelos autores Alexandre Ariza Gomes de Castro, Fernanda Valentin e Leomara Craveiro de Sá, reflete as possibilidades de atuação e as características essenciais do musicoterapeuta para atuar em organizações. Os autores apontam as competências importantes para tal: conhecimento dos processos da empresa, empreendedorismo (visão estratégica e proatividade), comunicação clara, saber lidar com jogos de poder e com alto nível de exposição perante o grupo. O perfil do profissional musicoterapeuta, apontado pelos autores, se constrói com base no estudo de teorias da Psicologia, da Administração e da Musicoterapia.

Andre Brandalise, em seu artigo “Music-Centered Music Therapy”, em língua inglesa, apresenta-se como um estudo teórico mapeando as influências da musicoterapia músico-centrada. Apresenta e discute semelhanças e diferenças entre os pioneiros do modelo músico-centrado de musicoterapia. O autor afirma que os modelos centrados na música, apesar de suas diferenças, apresentam características que poderiam ser incluídas em uma perspectiva psicoterapêutica. No entanto, alguns musicoterapeutas desta perspectiva argumentam que a prática centrada na música e psicoterapia são duas abordagens diferentes. Diferentes autores são destacados quanto a suas concepções em relação ao este tema.

O trabalho de conclusão de curso, das autoras Isabela Carvalho Guerche, Pierângela Nota Simões, intitulado “Linguagem e socialização: o trabalho musicoterapêutico em pessoas com afasia”, investigou os resultados do trabalho musicoterapêutico para a promoção da socialização da pessoa com afasia. Além da revisão bibliográfica foi realizada uma entrevista com os familiares de uma pessoa com afasia. Foi possível constatar que a musicoterapia, de forma direta e indireta, é uma importante aliada no tratamento da afasia, pois a partir da reabilitação da linguagem, assim como da abertura de novos canais de comunicação, contribui para a promoção da socialização.

E finalizando essa edição apresentamos a Resenha Crítica do livro “The Study of Music Therapy: Current Issues and Concepts”, de autoria de Kenneth Aigen. Esta resenha foi feita por André Brandalise. Temas como a identidade da profissão e identidade do profissional musicoterapeuta são apresentadas pelo autor, assim como à maneira como música é considerada em musicoterapia. Também aborda aspectos que o autor chamou de não musicais em musicoterapia (verbalização, relação terapêutica). Em outro momento do livro o autor discute como a musicoterapia se relaciona com outros usos da música na sociedade. E finaliza o livro refletindo sobre como a musicoterapia vem se desenvolvendo.

Desejamos que os trabalhos instiguem os leitores e que tragam profundas reflexões sobre este campo de conhecimento e prática que é a Musicoterapia.

Aproveitamos para felicitar a todos e desejar um feliz 2016!!!!!

Sheila Volpi
Editora Geral da Revista Brasileira de Musicoterapia

SUMÁRIO

  1. Construção e gestão do conhecimento no ensino superior de Musicoterapia no Brasil
    (Michelle de Melo Ferreira)
  2. A experiência do uso da escala individualized music therapy assessment profile (imtap) em pacientes com paralisia cerebral.
    (Allana G. M. Santana, / Fabiane M. Shimoze / Clara Y. Ikuta4)
  3. Atuação e perfil do musicoterapeuta organizacional
    (Alexandre Ariza Gomes de Castro / Fernanda Valentin / Leomara Craveiro de Sá)
  4. Music-centered music therapy
    (André Brandalise)
  5. Linguagem e socialização: o trabalho musicoterapêutico em pessoas com afasia
    (Isabela Carvalho Guerche / Pierângela Nota Simões)
  6. Resenha crítica The Study of Music Therapy
    (André Brandalise – Centro Gaúcho de Musicoterapia-ICD)